


QUISSAMÃ - RJ
PRINCIPAIS DADOS
População estimada em 01/07/2006:
16.044 habitantes (Fonte: IBGE)
Área da unidade territorial:
724,2 km²
Principais Atividades Econômicas:
cana-de-açúcar, coco anão verde, abacaxi, pecuária e petróleo
Aniversário do município:
12 de junho
Data de Emancipação:
4 de janeiro de 1989
Data do plebiscito:
12 de junho de 1988
Altitude:
de 5 a 83 metros acima do nível do mar.
Latitude:
22º 6’ 24” sul
Longitude:
41º 28’ 20” oeste
Clima:
Homogêneo. Predomina o sub-úmido seco (excesso de água no verão com calor bem
distribuído ao longo do ano). A temperatura média varia entre 20,9º C e 26,6º C.
Ventos:
Predominam o Nordeste e Sudoeste.
Solo e vegetação:
Predomina o solo podzólico (massapê), ótimo para a cultura de cana-de-açúcar.
Sua faixa litorânea apresenta o solo arenoso da restinga, onde estão sendo
desenvolvidas experiências de cultivo do coco, do abacaxi e da cana-de-açúcar.
Há ainda muitos campos de vegetação rasteira e brejos.
Rios:
Macabu, do Meio, Iguaçu, Carrapato
Canais:
Campos-Macaé e das Flechas
Lagoas:
Feia, Ribeira, Paulista e Preta;
Ao longo do litoral as pequenas lagoas:
Piripiri, Maria Menina, Robalo, Visgueiro, Pires, Casa Velha e Carrilho.
Oceano:
Atlântico, ao longo de aproximadamente 45 Km de extensão de costa.
Praias:
João Francisco, Visgueiro, Flecheiras, Barrinha e Barra do Furado
Limites:
Campos dos Goytacazes, Carapebus e Conceição de Macabu
Acessos:
RJ-178 (Macaé/Carapebus); RJ-180/RJ-178 (Campos) e RJ-196 (BR-101 e Conceição de
Macabu)
Educação:
Educação básica gratuita do pré-primário ao 2º grau com programa de bolsas
universitárias integrais para cerca de 700 jovens.
Saúde:
10 postos de saúde, 1 centro de especialidade e 1 hospital com área de 7 mil m²;
menor taxa de mortalidade infantil no Estado.
Infra-estrutura:
100% da área urbana com saneamento básico tratado em nível de terciário; 100% da
área urbana com água tratada; 100% do lixo coletado e tratado em uma usina de
reciclagem; 90% das estradas vicinais asfaltas; internet banda larga gratuita
para toda população.
Meio ambiente:
abriga 62,38% da área total do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba. O
parque ocupa 13% da área total do território de Quissamã.
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH):
0,732
Índice de Qualidade dos Municípios (IQM):
0,3528 – 24º lugar no estado.
Evolução de 21 posições em relação ao comparativo 1998/2005, ou seja, o
melhor desempenho da região norte fluminense.
Fonte: Fundação Cide/RJ.
História de Quissamã
Quissamã tem uma longa história que se mistura com a própria colonização do
Brasil. Esta riqueza cultural está presente até hoje no rico patrimônio
preservado e na memória da população que tem um grande orgulho do passado
de luta e trabalho. São quatro séculos de história.
Casa Mato de Pipa é a mais antiga de Quissamã – data de
1777
Sete capitães proprietários de engenhos no Rio de Janeiro recebem do
Governador Martim de Sá, em 9 de agosto de 1627, a concessão da sesmaria
que ia do Rio Macaé ao Rio Iguaçu, pertencente à Capitania de São Tomé, em
troca dos serviços prestados à Coroa nas lutas para expulsão dos franceses
do litoral do Rio de Janeiro. A ocupação, segundo o livro “Roteiro dos Sete
Capitães”, se deu em 1633, com a instalação de currais para a criação de gado
na Freguesia do Furado, localidade hoje chamada de Barra do Furado.
Demoraria mais de um século para que a ocupação se tornasse efetiva, com a
exploração em larga escala da lavoura canavieira e a construção dos
primeiros engenhos de açúcar.
O Brigadeiro José Caetano de Barcellos Coutinho foi o fundador da Vila, em
1749. Trinta anos após foi erguida em Quissamã a casa de Mato de Pipa.
Conservada até hoje, tem valor histórico por ser o único exemplo das moradas
dos primeiros senhores de engenhos nos Campos dos Goitacazes.
Seu proprietário, Manoel Carneiro da Silva, a construiu em terras herdadas do
seu pai, que se encontravam encravadas no Morgado de Capivari, pertencente
ao Brigadeiro.
Com a instalação definitiva do Capitão Manoel Carneiro da Silva em Mato de
Pipa, iniciou-se, a seu redor, a expansão da Vila de Quissamã. Desde o início
da instalação dos primeiros colonizadores, o controle administrativo de
Quissamã era exercido pelas autoridades da Vila de São Salvador dos Campos
dos Goytacazes, até que, em 1802, a Freguesia de Quissamã se tornou Cabeça
de comarca, ficando subordinada a esta, a Freguesia de N.S. das Neves. Esta
situação perdurou até 1812, quando a Cabeça de comarca foi transferida para
a Freguesia de Macaé. Data daí a transferência da subordinação administrativa
de Quissamã, de Campos para Macaé.
LEGENDA FOTO
O prédio atualmente usada pela Prefeitura foi construído em 1870, para servir como escola para os netos do Visconde de Araruama. No século XIX havia sete engenhos de açúcar em Quissamã e com eles surgem os solares dos viscondes e barões do açúcar. Este século foi auge da economia local, com a construção do Canal Campos-Macaé – uma das obras de engenharia mais importantes do Império e segundo maior canal do mundo – e de solares luxuosos como a Machadinha e a Mandiqüera.
Nesta época também
era comum a presença de visitantes ilustres como o Imperador Pedro II, Duque
de Caxias e Eusébio de Queirós, deixando Quissamã com um ar de corte.
Origem do nome Quissamã
O nome Quissamã foi dado à região pelos Sete Capitães, durante uma viagem de exploração em 1632, quando encontraram um grupo de índios e entre eles um negro. Os capitães estranharam a presença do negro “em lugares incautos e sem moradores”. Ao indagarem quem era ele e como viera parar ali, respondeu-lhes que era forro e da Nação de Quissama, na África. O fato inusitado, pois à época era muito difícil encontrar negros em terras ainda não exploradas pelos portugueses, acabou por denominar o município de Quissamã.
Segundo o Cônsul de Angola, que visitou a cidade, Quissamã é uma
palavra de origem angolana que significa “fruto da terra que está entre o rio e
o mar” e dá nome a cidade que fica a 80 Km de Luanda, na foz do Rio Kwanza.

Engenho Central de Quissamã, hoje desativado
Até o começo do Século XX, Quissamã conheceu um espetacular
desenvolvimento. Mas, a partir da crise de 1929, vários fazendeiros se
endividaram e perderam suas terras em favor do Engenho Central de
Quissamã, que monopolizou a economia local. A estagnação durou até a
década de 70, com a criação do programa Proálcool e com a descoberta do
petróleo na Bacia de Campos.
Prevendo um crescimento econômico sem depender exclusivamente do
engenho, a população se organizou para a emancipação e, em 12 de junho de
1988, decidiu se separar do município de Macaé, através de plebiscito. Em 4
de janeiro de 1989, foi criado o município de Quissamã. Em novembro, foi
eleito o primeiro prefeito, Octávio Carneiro da Silva.
Com o descobrimento do petróleo na Bacia de Campos iniciou uma nova fase
na história de Quissamã. Ao contrário dos outros ciclos econômicos, o
petróleo está possibilitando diminuir as desigualdades sociais, melhorar a
educação e a saúde e a expectativa de vida da população, em busca do
desenvolvimento auto-sustentável principalmente através da agricultura e do
turismo.
Economia
A diversificação econômica é a característica principal de Quissamã.
Historicamente, o município tem raízes na agropecuária, com base na
produção de cana-de-açúcar, bons resultados no plantio do abacaxi e do coco,
além do estímulo à pecuária. Localizado na Bacia de Campos, o município
recebe royalties pela exploração de petróleo na região. Valorizando o
desenvolvimento sustentável, este recurso é utilizado tanto para o benefício
da infra-estrutura da cidade, quanto para elevação da qualidade de vida da
população.
A geração de emprego e renda está intimamente ligada ao desenvolvimento
sócio-econômico de Quissamã.
Neste curso, surgem estruturas como a
envasadora de água de coco; a Zona Especial de Negócios, com atração de
empresas de outros municípios; o desenvolvimento de fábricas de confecção;
e um dos maiores impulsos econômicos da região – o estaleiro que fará parte
do Complexo Logístico e Industrial de Barra do Furado, capaz de gerar 1.200
empregos diretos, sem prejudicar o valor da pesca – principal atividade
econômica da localidade.
Outro potencial econômico do município é o turismo. A liberação do 4º encarte
do plano de manejo abre espaço para a pesquisa e visitação, de forma
coordenada, no Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba – a maior unidade
natural totalmente de restinga do país. Além disso, a atividade turística pode
ser de caráter cultural, graças à existência do rico patrimônio histórico, com
casarões centenários.
Histórico Econômico

A primeira atividade econômica de que se tem notícia em Quissamã é a
criação de gado, a partir da instalação dos currais, por volta de 1633, pelos
Sete Capitães ou seus prepostos. Hoje, além da pecuária de corte, a produção
de leite é uma das principais atividades da região, contando com apoio da
Prefeitura. Para auxiliar os pequenos produtores na conservação da qualidade
do produto, a Prefeitura instalou quatro resfriadores comunitários , além de
oito em propriedades particulares.
Um grande impulso para a produção de leite será a instalação efetiva e
operação da Cooperativa Regional Agropecuária de Macuco, na ZEN 1, que
pretende absorver toda produção da região.
Segue o desenvolvimento.
Por volta de 1750, a cultura da cana é introduzida
na região de Campos dos Goytacazes e a pecuária cede lugar à monocultura
açucareira. O primeiro engenho de açúcar de Quissamã foi erguido em 1798,
junto à antiga sede da Fazenda Machadinha.
O cultivo de cana continua intenso na região e os produtores confiam no
mercado. Para estimular a produção, a Prefeitura analisa a possibilidade de
instalar um pólo de cachaça, em parceria com municípios produtores no
estado. Além da cana, Quissamã conta com outras estruturas para a produção
ter um resultado positivo, com a presença das empresas Pró-Vida Alimentos
(produtora de açúcar mascavo) e DN Industrial (metalúrgica que produz
maquinários do setor). Estas fábricas estão localizadas na ZEN 1.

Hoje a diversificação de culturas, incentivada pela Prefeitura, também tem
mapeado a realidade agrícola do município. Neste cenário, o coco se destaca.
Quissamã é o município campeão estadual na produção de cocos, que
abastece o mercado in natura do estado do Rio de Janeiro e a envasadora de
água de coco, criada justamente para absorver a produção.
Canal Econômico

Feito por mãos escravas, o Canal Campos-Macaé foi inaugurado em 1861,
sendo hoje o 2º maior canal construído do mundo, superado apenas pelo Canal
de Suez. Três anos após a inauguração, o canal entra em desuso, em favor da
Estrada de Ferro Macaé-Campos.

Hoje, o canal é aproveitado como ponto de partida para a irrigação das áreas
agrícolas. Além disso, é rota de ecoturismo, já que passa pelo Parque Nacional
da Restinga de Jurubatiba. Em Quissamã, são comuns passeios de barco com
visitantes que querem conhecer a natureza do município.

Em 6 de novembro de 1875, o Governo
Imperial autoriza o funcionamento da Cia. Engenho Central de Quissamã. Dois
anos depois foi inaugurado o Engenho Central, o primeiro da América do Sul. A
partir de então, foram desativados os pequenos engenhos da região, com
todos os produtores passando a entregar sua produção na estrutura Central.

Atualmente desativado, o Engenho Central ainda pode ser restaurado para a
criação de uma destilaria. Em tempos de discussão do metanol como
combustível, a Prefeitura analisa a possibilidade de instalar uma destilaria no
local, aproveitando, principalmente, esta nova demanda no mercado.
Salto para o Desenvolvimento
Com a verba dos royalties pagos pela Petrobras, o município investe em obras
de infra-estrutura. Com base nisto, Quissamã se desenvolve a olhos vistos, se
tornando um ótimo local para a instalação de novas empresas. Os principais
atrativos são o fácil acesso aos grandes centros e a tranqüilidade do interior.
Além disso, uma grande atração está caracterizada pelo programa Quissamã
Empreendedor, que garante vantagens fiscais e de infra-estrutura para quem
quiser se instalar no município ou desenvolver sua atividade. Em
contrapartida, a empresa deve absorver 80% da mão-de-obra local, mostrando
que o intuito principal é gerar emprego e renda.
A busca do desenvolvimento sustentável segue adiante. Inaugurada em março
de 2006, a Zona Especial de Negócios 1 (ZEN 1) conta com toda infra-estrutura
necessária para a instalação de empresas, como eletrificação, abastecimento
de água e pavimentação.
Aliado ao programa Quissamã Empreendedor, que oferece incentivos para
empreendimentos no município, a ZEN promete dar um salto de
desenvolvimento para Quissamã. Outro grande atrativo é o incentivo com ICMS
a 2%, uma ação estadual para industrialização do interior.
As primeiras fábricas da ZEN 1 já estão gerando emprego no município. Logo
após a inauguração da estrutura, entraram em atividade a metalúrgica DN
Industrial e a Sinopec, empresa chinesa responsável pela construção do
gasoduto Cabiúnas-Vitória. A Cooperativa Macuco e a Pró-Vida Alimentos
começaram o funcionamento em junho de 2007, mês do aniversário do
município e o programa Quissamã Empreendedor também aprovou a instalação
da empresa de geléias Italianinho Alimentos.
Construção de Navios
O estaleiro de Barra do Furado faz parte do futuro próximo de Quissamã. A
partir da liberação da licença ambiental, começarão as obras de dragagem do
canal das Flechas, retirando sedimentos da proximidade dos moles. Isto
facilitará a navegação e, por outro lado, não causará danos à atividade
pesqueira.

De acordo com a programação da empresa norueguesa Aker Promar,
responsável pela estrutura industrial, até o final 2009 deverá iniciar a
construção de um empreendimento capaz de gerar 1.200 empregos diretos e
cerca de 2.400 indiretos. O estaleiro faz parte do Complexo Logístico e
Industrial de Barra do Furado, e deve estar em atividade a partir de 2008,
atraindo várias empresas prestadoras de produtos e serviços para Barra do
Furado.
Com investimento de US$ 41,4 milhões, o estaleiro promete ser um dos
maiores da Aker Promar, que tem outras estruturas no país e no mundo.
Poderão ser construídos quatro navios por ano, todos para atender o mercado
off shore da Bacia de Campos.
Potencial turístico
Cercando por todos os lados, a prefeitura de Quissamã também investe no
turismo. Com a liberação do plano de manejo, o Parque Jurubatiba é um grande
atrativo turístico do município. O plano prevê a utilização da unidade de
conservação para fins de pesquisa científica, educação ambiental, eco-turismo
e recreação em contato com a natureza, tudo de forma controlada, evitando
danos. Será possível a realização de trilhas para caminhadas, ciclismo e até
mesmo trilhas para bugres que terão regulamentação específica.

Um dos grandes atrativos do Parna Jurubatiba promete ser a trilha fluvial pelo
Canal Campos-Macaé, que corta as principais lagoas da região. Atualmente, há
passeios de barco que acontecem eventualmente, atraindo turistas
interessados na natureza e na história de Quissamã.
A atividade turística também pode ser de caráter cultural, graças à existência
do rico patrimônio histórico, composto por cerca de 20 casarões centenários
distribuídos pelo município. Um deles, o Museu Casa Quissamã, inaugurado no
ano passado, conta com mobiliário, quadros e aspectos de decoração
originais, característicos do século XIX.
Roteiro Histórico e Cultural

CASA MATO DE PIPA
A Mato de Pipa é a mais antiga casa de engenho do Norte Fluminense ainda
conservada e foi a primeira casa de telhas de toda a região. Construída em
1777, é um exemplo da arquitetura rural inspirada pelo estilo bandeirista de
São Paulo. A casa possui um acervo de documentos, móveis e utensílios que
por si só contam sobre os primeiros colonizadores da região. Atualmente, o
imóvel pertence à Associação dos Amigos de Mato de Pipa, fundada em 1983,
que é responsável por sua preservação e manutenção.

MUSEU CASA QUISSAMÃ
Sede de fazendas de açúcar mais próxima ao Centro de Quissamã, a moradia
do Visconde de Araruama, de 1826, chegou a receber o Imperador Dom Pedro II
como hóspede por diversas vezes. Além do Imperador, passaram pela grande
aléia de palmeiras imperiais o Duque de Caxias, o Conde D’ Eu e a Princesa
Isabel, convidados ilustres das requintadas festas que aconteciam ali. Móveis
e utensílios da época transportam o visitante para uma verdadeira viagem ao
passado. O amplo gramado e as aléias de palmeiras compõem um cenário
imponente, que inclui um baobá.


Após a aquisição do patrimônio arquitetônico em 2002, a intervenção da
Prefeitura permitiu a transformação do solar no Museu Casa Quissamã,
inaugurado no dia 12 de junho de 2006.


O Museu fica na RJ-178, s/nº – sentido Dores de Macabu
Telefone: (22) 2768-1332
Horário de funcionamento: Quarta a domingo, 10h às 17h.
Entrada gratuita.

COMPLEXO HISTÓRICO CULTURAL FAZENDA MACHADINHA
A história da cultura negra está presente na Machadinha com seu conjunto de
senzalas ainda preservadas, únicas no país ainda habitadas por descendentes
de escravos, que mantiveram por séculos a beleza da cultura afro-brasileira. A
Casa Grande (hoje em ruínas), construída em 1867, foi morada do Visconde de
Ururai, genro do Duque de Caxias, que chegou a se hospedar diversas vezes na
fazenda. Está localizada a 15 quilômetros do Centro. No local, o visitante pode
apreciar o Jongo e o Fado, danças típicas dos escravos, além de degustar a
culinária Raízes do Sabor, que resgata receitas das senzalas no século XIX.




Atrações:
Ruínas da Casa Grande, Memorial Machadinha, armazém, quatro alas de
senzalas restauradas, Capela Nossa Senhora do Patrocínio e a Casa de Artes
Machadinha. Entrada franca.
Funcionamento:
Casa de Artes – sábados e domingos, de 12h às 17h. Nos demais dias, somente
para grupos previamente agendados pelas agências de turismo da cidade.
Memorial – quarta à domingo, de 10h às 17h.
Capela – Missas sempre na terceira sexta-feira do mês, às 18h.
Informações: (22) 2768-9300 ramal 9315
E-mail: deptur@quissama.rj.gov.br

CASA DE ARTES MACHADINHA
A Casa de Artes Machadinha, inaugurada em julho de 2008, é um espaço
destinado às apresentações de jongo, fado, à degustação de culinária típica
da época dos escravos, além de exposição e venda de artesanatos, bebidas,
doces, e ainda, um memorial que faz parte do Complexo Histórico Cultural da
Fazenda Machadinha.

O bom gosto do local e a qualidade da gastronomia tem conquistado a
preferência de visitantes que curtem a cultura afro e através dela buscam
conhecer o passado dos que fundaram Machadinha e seus herdeiros, que
sustentaram durante todos esses anos a cultura local, mantendo viva essa
chama.




O lugar tem a infra-estrutura receptiva necessária para viabilizar o turismo
histórico, cultural e étnico com a participação da comunidade.
Respeita o estilo arquitetônico local, reformulado de acordo com os métodos
de construção da época e dispõe de vestiário, lavanderia, além de oferecer
informações sobre Machadinha e ser ponto de venda dos produtos feitos pela
comunidade.

CASA DA FAMÍLIA SILVA
Solar localizado no Centro da cidade, no entorno da praça Brigadeiro José
Caetano, construído em 1920. Foi palco de reuniões memoráveis, sempre em 6
de janeiro, em comemoração ao aniversário de casamento de seus
proprietários, João e Cecília. Na casa estão guardados registros que contam a
história do município e de seus habitantes, além da toalha que foi usada em
todos os batizados dos netos e bisnetos dos donos do solar. É uma verdadeira
viagem ao passado do município. O visitante pode ter a sensação de como
viviam as fámílias quissamaenses na época.

FAZENDA SÃO MANOEL
A bela construção de 1886, construída em uma elevação (onde se pode avistar
os vales dos rios Macabu e do Meio), foi residência de Manoel Pinto Carneiro
da Silva, filho do Conde de Araruama. Os arcos góticos da fachada trazem
parte do período de transição arquitetônica, que deixava o neoclássico para se
aproximar do estilo eclético do fim do século XIX. Em excelente estado de
conservação, ainda guarda móveis e utensílios da época e mantém várias
construções antigas em seu entorno. É mais uma visita imperdível para quem
quer conhecer um pouco mais do ciclo do açúcar do século XIX.

FAZENDA SÃO MIGUEL
A Fazenda São Miguel é um solar representante do fim do ciclo da cana de
açúcar, que abriga móveis e utensílios do início do século. Aberta a visitação
turística, oferece almoços para visitas pré-marcadas e apresentação teatral
contando a história da fazenda e do seu período histórico de construção.
Chega-se ao local através da estrada das Palmeiras, por um acesso rodeado de
palmeiras e eucaliptos. O terreno foi comprado dos frades carmelitas por José
Caetano Carneiro da Silva, que construiu a primeira casa em 1858. No fim do
século XIX, foi vendida para o sobrinho do visconde que, por sua vez, a vendeu
ao engenheiro francês M. Bodaine que, em 1908, construiu a casa que hoje
pode ser visitada. Em 1920, Bodaine vendeu a propriedade ao Sr. José
Francisco Tinoco.
Atrações: visitação, apresentação e almoço.
Observação: com almoço, agendado até 24h de antecedência através de
contato com as agências de turismo locais.

FAZENDA SANTA FRANCISCA
Situada em área rural, foi construída em 1852 pelo Barão de Vila Franca,
casado com Francisca Antônia Velasco Carneiro da Silva, filha do Visconde de
Araruama e cujo nome batizou a propriedade. Convidados ilustres do Império
passaram pela propriedade: a Princesa Isabel e o Conde D’ Eu, por exemplo,
foram recebidos para um almoço com pompa e circunstância. Implantada em
uma área de elevação cercada de área verde e por uma aléia de palmeiras
imperiais.Está em ótimo estado de preservação, incluindo seu jardim, que conserva o
mesmo paisagismo da época, abrigando árvores centenárias. Há mais de 130
anos, em junho, os festeiros, antigos moradores, e visitantes louvam a Santo
Antônio em uma tradicional festa. Depois, saem da capela da Casa Grande com
o andor em procissão, percorrendo as antigas senzalas.
Atrações: visitação e almoço
Observação: com almoço, agendado até 24h de antecedência com as
agências de turismo da cidade.

SOLAR DA MANDIQÜERA
O solar foi erguido em 1875, com projeto do arquiteto alemão Antônio Becher,
o mesmo da Machadinha. Foi construído para residência de Bento Carneiro da
Silva, Conde de Araruama, filho mais velho do 1º Visconde de Araruama, cujo
casamento contou com a presença de D. Pedro II.
Em estilo neoclássico é considerada a mais luxuosa residência rural do século
XIX na região. Entre as pessoas ilustres da história, este solar teve como
hóspede em 1877 o Imperador Pedro II e a Imperatriz Tereza Cristina, que
vieram participar da primeira moagem do Engenho Central de Quissamã.
O solar foi cenário para as gravações dos filmes “O Coronel e o Lobisomem” e
“Deu no New York Times” e hoje pertence à Prefeitura de Quissamã, que está
restaurando com vistas à visitação turística.
O conjunto é composto ainda pela casa primitiva Santa Raquel, que abrigou os
construtores do solar e do Engenho Central; pela fábrica de doces Fios de
Ouro, que foi instalada no local do antigo engenho de açúcar da fazenda
(1847); e pela monumental alameda de palmeiras imperiais na entrada.
Diversos solares se desmembraram das terras da Mandiqüera:
Boa Esperança –
1878 (em ruínas); São José – 1880; São Manoel – em 1886.

FAZENDA TRINDADE
Construída em 1909 em terras da Fazenda São Manoel por José Francisco
Tinoco Carneiro da Silva. Em 1920, José Francisco vendeu a propriedade a seu
irmão Bento Manoel Carneiro da Silva, que veio a falecer e deixou a fazenda
para seus descendentes. No local, além da sede, há algumas casas de colonos
e uma antiga casa de farinha. Trindade possui estilo chalé romântico do final
do século XIX.
O terraço fronteiro foi trazido da Casa de Capivari e possui trabalho em pedra
mármore colorida, formando um relógio de sol. Atualmente, a fazenda serve de
residência, produz coco e abacaxi e possui uma criação de gado.
A casa
recebe visitantes com agendamento prévio.
Roteiro Centro Histórico

CENTRO CULTURAL SOBRADINHO
O local funcionou como residência de José David de Paula e Francisca Romana
do Patrocínio e abrigou o primeiro cartório de Quissamã. Em abril de 2005, foi
adquirido pela Prefeitura e, desde então, passou por um processo de
reconstituição que respeitou as características originais, mas implantou
adaptações que incluem um elevador para facilitar o acesso a pessoas com
dificuldades de locomoção.
As atrações são inúmeras: no primeiro piso, há um café com salão para
exposições e biblioteca infantil. O hall de acesso ao segundo piso possui uma
ampla sala de leitura, salas de acervo técnico (inclusive digital) e de
internet.
Na parte externa, há uma sala de artes e de música, além de cantina e um
palco para apresentações musicais, preferencialmente de artistas locais.
O Centro Cultural Sobradinho fica na Rua Comendador José Julião, 208 –
Centro.
Telefone: (22) 2768-1306
Horário de funcionamento:
Segunda e Sexta – 8h às 22h
Terça, quarta e quinta – 8h às 17h
Sábados – 8h às 15h
Domingo – 9h às 15h

CINE QUISSAMÃ
Inaugurado em junho de 2008, o Cine Quissamã conta com uma sala de cinema
com capacidade para 130 espectadores. O cinema tem confortáveis assentos
e está equipado com material de áudio e vídeo modernos, que garantem ao
local o mesmo padrão das melhores salas de projeção do país.
Se hoje o cinema municipal pretende formar uma nova geração de cinéfilos, no
passado a cidade também contou com outras duas salas de cinema, uma no
Engenho Central (o Cine Glória) e outra no Centro da cidade, a partir dos anos
50 do século passado. E alguns dos funcionários dos antigos cinemas
ganharam uma homenagem especial no hall de entrada do Cine Quissamã: um
mural comemorativo com as charges dos antigos bilheteiros e operadores,
uma reverência às gerações anteriores.
Além das sessões regulares de sexta a domingo, às 14h, 18h e 21h, grupos
específicos também usam o espaço do Cine Quissamã nos demais dias da
semana, com horário pré-agendado, como as escolas municipais, o PAI
(Programa de Assistência ao Idoso) e o CAPS (Centro de Atenção
Psicossocial).
O Cine Quissamã fica na Rua Comendador José Julião, 206 – Centro.
Telefone: (22) 2768-1306.
Observação: Entrada franca, porém os ingressos devem ser retirados no local
com 1h de antecedência.

ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DO CENTRO
A réplica da Estação Ferroviária do Centro é uma das atrações do Centro
Cultural Sobradinho e foi inaugurada em junho de 2009. Ocupa hoje o local de
origem da antiga Estação da Freguesia, que foi construída no final do século
XIX, tornando-se um ponto de referência do transporte municipal.
No início do século XX, a Estação serviu para interligar os 40 km de via férrea
que passavam pelas Fazendas locais até o Engenho Central e depois até o
Centro de Quissamã.
O espaço reúne peças de época relacionadas à história da ferrovia e uma
maquete animada reproduz o antigo percurso do trem entre as principais
fazendas de Quissamã.


IGREJA MATRIZ – NOSSA SENHORA DO DESTERRO
No local da atual Matriz, havia uma mais antiga, de 1815, construída pelo
Brigadeiro José Caetano de Barcelos Coutinho em cumprimento da promessa a
Nossa Senhora do Desterro durante uma enfermidade. Em 1921,
considerando-se o prédio de 1815 acanhado, decidiu-se pela construção, no
mesmo local, de outro maior, compatível com sua crescente comunidade.
A inauguração do atual prédio deu-se com grande festa nos dias 27 e 28 de
julho de 1924. A Matriz foi administrada de 1902 a 1994 pelos padres
franciscanos e atualmente pelo clero secular (Diocese de Nova Friburgo).
Seu estilo arquitetônico é o eclético europeu com características das
construções religiosas do início do século XX, do sul da Alemanha.
Possui planta de nave única e torre sineira central na fachada frontal.
No seu interior encontram-se alguns altares, além de imagens sacras originais
da antiga matriz, que foram recentemente restauradas. O Altar-Mor foi trazido
da Alemanha e, antes de vir para Quissamã, figurou na Exposição
comemorativa do centenário da Independência, em 1922, no Rio de Janeiro.
Atualmente, a Matriz guarda também peças importantes como a pia batismal e
o púlpito de origem germânica.
O conjunto arquitetônico é composto pela igreja, o convento dos padres
redentoristas (1928) e a gruta artificial dedicada a Nossa Senhora de Lourdes.
Ao seu lado direito, está localizado pequeno coreto em forma de cruz, cercado
por grandes oitis.
Em dezembro de 2008, a Prefeitura entregou a restauração completa da Igreja
Matriz em evento festivo que reuniu centenas de pessoas .

CORETO DA PRAÇA
Mandado construir por José Ribeiro de Castro com o resultado da Festa do
Divino Espírito Santo. Sua inauguração deu-se em meio às comemorações do
centenário da antiga matriz, em 1915. Situado no pátio da Igreja Matriz, o
pequeno coreto possui escala arquitetônica em harmonia com o jeito
acolhedor da pequena cidade.
Seu formato atípico, em cruz, repetindo-se na cobertura de dois pequenos
telhados de duas águas em placas de ardósia, aliado à construção em madeira
– pilares, guarda-corpo e os lambrequins que adornam os beirais, rendeu-lhe o
reconhecimento do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), que o
tombou em 1985, como patrimônio histórico-cultural do Estado do Rio de
Janeiro.
Em 2009, a Prefeitura anunciou a recuperação completa do coreto, cujo
projeto já foi aprovado pelo Inepac.

CENTRO ADMINISTRATIVO MUNICIPAL
O prédio, construído pelo primeiro Visconde de Araruama, foi inaugurado em
1870 e nele passou a funcionar inicialmente um estabelecimento educacional
para os descendentes do Visconde.
Os meninos estudavam em regime de externato e as meninas, internas. Algum
tempo depois, o prédio se transformou em Escola Pública. Em 1903, recebeu o
nome de Convento Nossa Senhora dos Anjos. Em 1991, o prédio passou a
sediar administração municipal.
Do antigo convento foram mantidos, além da construção em si, dois sinais de
sua função religiosa: a antiga torre sineira e um afresco na entrada, onde se
vê entre ramagens de flores as iniciais entrelaçadas “AM” evocando com este
Ave Maria, a Nossa Senhora dos Anjos, padroeira do antigo convento.

CHÁCARA SÃO JOÃO
Construída por João José Carneiro da Silva, o Barão de Monte do Cedro, em
1882. Em virtude de suas constantes viagens e preocupado com o isolamento
de sua família na distante Fazenda de Monte do Cedro, fez construir esta
moradia urbana para abrigar a família na Freguesia.
Com o falecimento prematuro do Barão, seu irmão, José Caetano Carneiro da
Silva - futuro Visconde de Quissamã -, completou as obras e para aí se
mudaram a Baronesa e filhos, residindo até 1931.
A casa ficou fechada até 1940, quando passaram nela a residir Ana Francisca,
filha da baronesa, e seu filho Bento Cavour, pertencendo hoje a sua mulher e
filhos. A construção é semi-rural, em formato chalé, com telhados arrumados
em dois frontões triangulares. O local possui móveis e documentos de época e
recebe visitantes com agendamento prévio.

VILA EVELINA
Construída em 1916 por João José de Almeida Cunha, recebeu esse nome em
homenagem a sua esposa Evelina de Queirós Matoso. Situada nas terras da
fazenda Mato de Pipa, a casa possui partido arquitetônico comum da virada do
século: um gracioso chalé de influência eclética.
As varandas justapostas à construção possuem arremate de lambrequins de
madeira, com caprichoso desenho na varanda principal, guarnecido de
guarda-corpo trabalhado. Possui mobiliário composto por peças vindas das
casas de Mato de Pipa e Machadinha.
A casa recebe visitantes com
agendamento prévio.

ESPAÇO CULTURAL JOSÉ CARLOS DE BARCELLOS
O ECJCB é a iniciativa de uma quissamaense e de seu marido que, depois de
aposentados, resolveram voltar a Quissamã e trabalhar em prol da cidade.
Desta intenção nasceu o ECJCB, cujo objetivo principal é preservar e divulgar
a memória, a história e a preservação de atividades de caráter cultural e a
formação da cidadania através da cultura e da difusão da preservação
ambiental.
Instalado em meio a vegetação original da restinga, o ECJCB preocupa-se em
recolher originais ou reprodução de documentos privados, fotos, mapas e
plantas antigas, cartões postais e pinturas, além de fragmentos da cultura.
Materiais como moedas, tijolos, telhas e instrumentos musicais, capazes de
representar como foi Quissamã ao longo da história. Este acervo encontra-se
em exposiçao permanente e pode ser visitado por moradores, pesquisadores e
turistas que queiram saber mais sobre a história da cidade.
Roteiro Atrativos Naturais

CANAL CAMPOS-MACAÉ
Com cerca de 100 quilômetros de extensão, atravessa os municípios de
Campos, Quissamã, Carapebus e Macaé, e é o segundo canal mais extenso do
mundo construído pelo homem. Foi uma das mais importantes obras do
Imperador D. Pedro II no estado do Rio e é considerada, até hoje, uma das
grandes obras da engenharia brasileira do século XIX. Construído entre 1843 e
1861 pelos escravos, tinha como função o escoamento da produção de açúcar
das fazendas de Quissamã, Campos e Carapebus até o porto de Macaé.
Em 1847, o Imperador esteve no local pessoalmente vistoriando as obras. Em
1861, tornou-se navegável. Desde 1994, a Prefeitura de Quissamã vem
mantendo o canal navegável, que corta vários sítios históricos, fazendas e as
lagoas mais bonitas do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba.
Saídas: Centro da cidade até a Lagoa de Carapebus e do Centro em direção a
Machadinha.
Duração: 1h30
Público-alvo: pessoas acima de 8 anos.
Observação: agendamento através de uma das três agências de turismo
locais.

TRILHA ECOLÓGICA DA FAZENDA SÃO MIGUEL DA MATA
Passear pelas trilhas ecológicas da Mata Atlântica quissamaense é ter mais
contato com a natureza e conhecer espécies de vegetação raras presentes no
solo brasileiro desde a época do Descobrimento. Além do prazer de ouvir
pássaros e respirar o ar puro da mata, o visitante aprende a importância da
preservação da natureza.
Duração do passeio: 1h30
Observação: levar boné e repelente
Agendamento: através das três agências de turismo da cidade.


PRAIA DE JOÃO FRANCISCO
A Praia de João Francisco é o principal balneário de Quissamã, hoje moradia
fixa de apaixonados pelo local, que não abrem mão de apreciar o maravilhoso
pôr-do-sol sobre areias e ondas e as noites de luar, quando as estrelas
parecem dançar no imenso céu de Quissamã.
Em João Francisco, acontece anualmente o Projeto Verão, que inclui
atividades lúdicas, esportivas, shows de alto nível com artistas locais e
nacionais, valorizando assim, a cultura quissamaense e brasileira. Enquanto
durar o verão, a praia permanece lotada, atingindo públicos maiores nos fins
de semana. As casas são muito disputadas para aproveitar a temporada de
férias, por isso, muitos veranistas vêm de fora para curtir Quissamã e
aproveitar com tranqüilidade, um verão de muita alegria, degustando pastéis
de marisco, bolinhos de arraia e outras delícias encontradas no comércio do
balneário, além de estarem muito próximos às belezas do Parque Nacional da
Restinga de Jurubatiba.

PRAIA DE BARRA DO FURADO
Barra do Furado é um lugar peculiar. A pequena vila de pescadores que divide
Campos dos Goytacazes e Quissamã, transformou-se num balneário muito
procurado por surfistas de todo o Brasil, pois lá é sediado anualmente, uma
das etapas do Campeonato Brasileiro de Surf Profissional, além de outras
competições do esporte.

O surfista que não conhece Barra do Furado está perdendo a oportunidade de
realizar manobras radicais e se sobressair como um netuno de pranchas. Ali, a
Lagoa Feia desemboca no mar, pelo Canal das Flechas, fazendo um encontro
magnífico entre as águas doce e salgada.

Tendo a pesca como principal atividade econômica, Barra do Furado dispõe de
quiosques e restaurantes especializados em frutos do mar e suas iguarias.
O lugar, em breve, deve passar por uma mudança, pois inúmeros investimentos
têm sido feitos para a instalação de um estaleiro e um terminal pesqueiro
visando à geração de emprego e renda para todo município, prevendo o uso
consciente dos recursos naturais ali disponíveis.
Também são oferecidos passeios de bugres pelas areias escaldantes do
Furado.

PRAIA DO VISGUEIRO
A Praia dos Visgueiro está localizada junto ao Parque Nacional da Restinga de
Jurubatiba e a Lagoa do Visgueiro. Tem aproximadamente 2 Km de extensão.
Com suas areias brancas é uma praia de restinga onde são encontrados
diversos animais dentre eles lagartos, mariscos e carangueijos. A população
residente é de pescadores. A pesca profissional e amadora de rede e de linha
é praticada durante o ano todo.


LAGOA FEIA
A Lagoa Feia, o segundo maior espelho de água doce do país, apesar do nome,
de feia não tem nada. Suas águas banham os municípios de Campos dos
Goytacazes e Quissamã, margeando as diversas propriedades rurais que
existem no seu entorno. Espécies de peixes como a traíra e o robalo, pescadas
lá, sustentam e alimentam famílias inteiras de quissamaenses e campistas.
A Lagoa Feia possui condições ideais para a prática de windsurf, além de
outras modalidades esportivas, pois o vento é forte e impulsiona as
embarcações com muita facilidade. O local já sediou campeonatos de
windsurf, atraindo grande quantidade de visitantes.

LAGOAS
As lagoas são grandes atrativos naturais de Quissamã. Formando lindas
paisagens para os amantes da natureza, algumas delas são usadas também
para banho e para pesca (atividade que só pode ser realizada nas lagoas fora
da área do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba).
São 18 lagoas na área total da PARNA Jurubatiba, que compreende também os
municípios de Carapebus e Macaé. Só em Quissamã são 12: Paulista, Bezerra,
Amarra-Boi, Garça, Piri-Piri, Maria Menina, Robalo, Visgueiro, Pires, Preta,
Casa Velha e Ubatuba.

Fora da área do Parque, outras lagoas também são muito importantes para a
cidade. Nas chamadas lagoas interiores (ou seja, afastadas do litoral), pode-se
citar a Lagoa Feia, a São Miguel e da Ribeira. Entre as do litoral, estão a
Ubatuba, Canema e São Miguel do Furado (compreendidas no trecho entre
Barra do Furado e Flexeiras).

Quanto à biodiversidade, as lagoas variam de acordo com as suas
características próprias: as de água doce apresentam maior variedade de
espécies. A Lagoa do Paulista é uma lagoa perene, de água doce, e é ideal
para banho. A Preta apresenta uma água salobra, que embora seja usada para
banho tem uma cor mais escura, com lama ao fundo. Já a Lagoa da Garça,
hipersalina, seca em alguns períodos.
A APA (Área de Preservação Ambiental) da Lagoa da Ribeira é um ponto de de
alimentação e repouso das aves migratórias, por isso a necessidade de
preservar este espaço do crescimento urbano. São animais que fazem o trajeto
entre os hemisférios norte e sul e visitam a lagoa nesta época do ano, como
coleiros, tabuiaiás, marrecos-argentinos e marrecos do pé vermelho. A Ribeira
é também uma fonte de pescado para a população. Entre os peixes comuns
nas lagoas da cidade, espécies como a carapeba, o robalo, a traíra, o cará, a
tainha, a curvina, o morobá, o cascudo-açu, o caximbau, o cumboca e o sassá,
além de camarões e siris.
Também a tilápia, que é uma espécie exótica na
região.
Uma unidade de conservação chamada Parque Natural Municipal dos Terraços
Marinhos, em Beira de Lagoa, apresenta uma fauna e uma flora com
caractertísticas peculiares, já que está localizada há 12 km do mar, o que faz
com que tenha variações em relação ao que se costuma caracterizar como
restinga (um bioma tipicamente litorâneo). Ainda são necessários estudos
científicos para pesquisar tudo o que o local tem a oferecer em termos de
biodiversidade.
Roteiro Manifestações Culturais

FADO
Baile popular típico do Estado do Rio de Janeiro que só permanece preservado
no Município de Quissamã-RJ.
A suíte é dançada ao som de viola, pandeiro e coreografada por palmas e
sapateados. A festa começa com uma Cantiga de Reis, seguida de louvação ao
dono da casa e a sua família.
De origem afro-brasileira, é considerado pertencente à área dos fandangos,
apresentando ritmo original e versos rústicos, cantados por repentistas.

JONGO
O jongo ou tambor, como é conhecido em Quissamã, é uma antiga dança de
escravos muito difundida no Estado do Rio de Janeiro, em especial na zona
canavieira.
O jongo não possui calendário e é uma dança de terreiro, da qual participam
pessoas de todas as idades e de ambos os sexos. A coreografia é simples e
livre: os participantes, dispostos em círculo, batem palmas e improvisam
evoluções.
Ao centro fica o jongueiro ou solista, que também faz evoluções ao redor do
grupo e dele se aproxima, convidando os dançadores para o interior da roda.

RAÍZES DO SABOR
O Raízes do Sabor não só resgata as receitas dos afro-descendentes, mas faz
muita gente ficar de queixo caído com as degustações promovidas em festas
culturais dentro e fora do município.

Os visitantes que participarem de visitas guiadas em Machadinha podem encontrar o “mulato velho” (feijoada especial servida com peixe salgado e desfiado e pedaços de abóbora); a sopa de leite (carne-seca assada coberta com pirão de leite); o “capitão de feijão” (bolinho de feijão temperado); tapioca com sassá (tipo de peixe pequeno); o “bolo falso” (farinha de mandioca, queijo, ovos, coco e leite) e a sanema (doce feito com mandioca, ovos, coco e manteiga batida). A massa é enrolada e assada dentro da folha verde da bananeira.

Quem prova uma dessas receitas acaba provando outras.

O sabor dos pratos é inenarrável.

BOI MALHADINHO
O Boi Malhadinho que ocorre em Quissamã é considerado uma variação das
diversas danças dramáticas que ocorrem em todo o país, onde o boi é o
personagem central, junto com séquito de personagens que o acompanha.
Em Quissamã, o Boi Malhadinho acontece durante o período do carnaval. A
brincadeira é composta pelo Boi, a Boneca, a Mulinha, Pai João e Mãe Maria e
alguns mascarados.
O grupo fantasiado percorre as ruas cantando e dançando. Durante a
apresentação, o Boi investe contra os assistentes, provocando medo e
tumulto, enquanto Pai João e Mãe Maria tentam controlá-lo.
Enquanto o boi dança e corre, a Boneca dança protegida pela Mulinha, que
também dança sapateando forte. Os mascarados provocam os espectadores
fazendo palhaçadas e dando sustos.
(CLIQUE NO MAPA PARA AMPLIAR)
MAPA URBANO
(CLIQUE NO MAPA PARA AMPLIAR)
Jurubatiba

O Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba foi criado dia 28 de abril de 1998
com objetivo de preservar o patrimônio natural composto por diversos
ecossistemas e possibilitar o desenvolvimento de pesquisas científicas e de
programas para fins educacionais, paisagísticos e turístico.

O parque desperta atenção de cientistas de todo o mundo. É trecho do litoral
brasileiro que abriga o maior número de pesquisadores em atividade. Este
interesse se deve a grande biodiversidade da fauna e flora de Jurubatiba. O
parque abriga espécies que existem só ali, além de muitos animais com risco
de extinção. Da fauna podemos destacar o jacaré do papo amarelo, o sabiá da
praia, cachorro do mato, o tamanduá mirim, papagaio chauá, marrecos,
lontras, tatus, capivaras, além de diversas aves migratórias que encontram na
restinga um porto seguro.

A região é considerada por pesquisadores como a área de restinga mais bem
preservada do país, e se encontra praticamente intacta. Para o pesquisador da
Universidade Federal do Rio de Janeiro, Francisco Esteves , é o único local do
Brasil que guarda as características da época do descobrimento. Para o
ecohistoriador campista, Aristides Sofiatti a preservação ocorreu por causa do
mar bravio e do desinteresse do Governo Federal pelo Norte Fluminense . A
prefeitura de Quissamã sempre deu uma atenção especial ao ecossistema da
restinga. 65% da extensão do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba
ficam em Quissamã.

O nome Jurubatiba partiu de professor historiador e ecologista, Aristides
Soffiaty, porque segundo ele, documentos do século XVII a XVIII,
denominavam a região de campos Jurubatiba, que em tupi vem de gerivá, uma
espécie de palmeira presente em grande quantidade na restinga, tiba que
significa porção, grande. Jurubatiba ainda é o único local do mundo onde
encontra-se o micro crustáceo Diaptomus azuros, micro crustáceo que foi
encontrado em Jurubatiba, na Lagoa Preta, que caracteriza segundo a tese de
pesquisadores do UFRJ, como prova da união do continente americano ao
africano nos primórdios.

As outras restingas do país não tiveram a mesma sorte da de Quissamã, pois
as baixadas litorâneas sempre foram as áreas preferidas tanto pelos índios
quanto pelos colonizadores europeus, causando a devastação destas áreas.
Restinga é um depósito de areia sobretudo constituído pelo avanço do mar, por
seus movimentos de recuos sobre o continente ao longo de milênios.
A flora de Jurubatiba é maior atração turística do parque. Próximo ao litoral a
vegetação é rasteira e posteriormente assume porte arbustivo. Conforme o
afastamento podemos observar a vegetação arbórea nos diversos córregos
presentes na região. Ali o visitante pode ver plantas frutíferas como pitanga,
araçá, cambuí, e ornamentais; as bromélias, cactos, guriri, trepadeiras e até
mesmo orquídeas. Algumas espécies apresentam uma floração de beleza rara
como a Vanilla chamissonis, parente da baunilha além de certas orquídeas
raras do mundo.
O parque abrange 14.860 hectares de restinga, com 44 quilômetros de costa e
contém ainda lagoas costeiras paralelas ou perpendiculares ao mar e rica
biodiversidade sendo também um grande atrativo para pesquisadores.
O Biólogo, doutorando em geografia e Chefe de Fiscalização da Secretaria de
Meio Ambiente de Quissamã, Luiz Antonio Fernandes, fornece informações
preciosas, sempre que necessário, sobre todo o ecossistema do parque.

CENTRO DE VISITANTES
O parque também passou a contar, a partir de dezembro de 2008, com um
espaço específico para pesquisa e estudos de todo ecossistema. Trata-se do
Centro de Visitantes do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, que
recebe cerca de 40 turistas por semana, vindos de várias partes do estado e
da região.
Vídeos educativos, fotos da flora e da fauna do parque, informações para
estudos e pesquisas são alguns dos atrativos que compõem o Centro de
Visitantes, que atua na promoção do desenvolvimento do turismo sustentável
em Quissamã, com base no ecoturismo. Além disso, o espaço também conta
com uma loja que vende peças confeccionadas por artesãos e costureiras
locais, com temas que remetem à natureza que destaca o parque.
O Centro de Visitantes funciona de quarta-feira a domingo, das 9h às 15h. Nos
outros dias da semana, somente por agendamento prévio. Neste caso, os
interessados devem contactar o Departamento de Turismo pelo telefone (22)
2768-9315 ou pelo e-mail deptur@quissama.rj.gov.br.
Endereço: Avenida Atlântica, s/nº – Praia de João Francisco.
Entrada gratuita.
Como Chegar?
Vindo do Rio de Janeiro: atravesse a Ponte Rio-Niterói e siga pela BR-101 até o
trevo de Quissamã (212km), vire à direita e siga pela RJ-196 até o Centro de
Quissamã.
Vindo de Búzios: pegue a RJ-106 (Rodovia Amaral Peixoto) e siga até o Trevo
de Cabiúnas, em Macaé, vire à direita na RJ-178, passe por Carapebus e
continue em direção ao entroncamento com a RJ-196, onde deve-se virar à
direita e prosseguir até o Centro de Quissamã.
Vindo de Campos: BR-101 (sentido sul) até o trevo de Quissamã (cerca de
60km), vire à esquerda e siga pela RJ-196 até o Centro de Quissamã.
• Quissamã possui ligações rodoviárias intermunicipais, com saídas diárias do
Centro da cidade para Macaé (via Carapebus), Campos dos Goytacazes,
Casimiro de Abreu (Centro e Barra de São João), Rio das Ostras, Cabo Frio
(apenas no 2º distrito), Niterói e Rio de Janeiro.
Telefones úteis
AGÊNCIAS DE TURISMO
QUISSOLMAR TURISMO
Avenida Francisco de Assis Carneiro da Silva, 734 – Alto Alegre
Tels. (22) 2768-2065 e 2768-2925 ou 8121-0432
E-mail: agenciaquissolmar@hotmail.com
NORTE FLUMINENSE VIAGENS & TURISMO
Rua Barão de Monte Cedro, 29 – Centro
Tels. (22) 2768-7194 e 2768-2379 ou 8112-8898
E-mail: nfturismo@terra.com.br
JURUBATIBA TURISMO
Rua Gilberto de Queirós Mattoso, s/nº – Vivendas do Canal
Tel.: (22) 8115-8870
AGÊNCIAS BANCÁRIAS
Bradesco (Banco Postal – Correios)
(22) 2768-1004
Banco Itaú
(22) 2768-1022
Banco do Brasil
(22) 2768-1533 ou 2768-1404
Ampla
(22) 2768-1122
Câmara Municipal
(22) 2768-1020 ou 2768-1024
CEDAE
(22) 2768-1144
Conselho Tutelar
(22) 2768-1698
Centro de Especialidades Benedito Pinto das Chagas
(22) 2768-1390/2347/2353/6452
Correios
(22) 2768-1004
Cadastro Internet Cidadão
(22) 2768-1965
Centro Cultural Sobradinho
(22) 2768-1306
Detran
(22) 2768-7038 ou 2768-7036
Defensoria Pública
(22) 2768-6117
Delegacia Legal (130ª DP)
(22) 2768-1645 ou 2768-1350
DPO Quissamã
(22) 2768-1090 ou 190 (emergência)
DPO Barra do Furado
(22) 2768-2836
Espaço Sabor & Arte
(22) 2768-1228
Emater
(22) 2768-1023
Forum Carapebus/Quissamã
(22) 2768-6810
Guarda Municipal
(22) 2768-2482 ou (22) 2768-1284 ou 153
Hospital Municipal Mariana Maria de Jesus
(22) 2768-9100
Museu Casa Quissamã
(22) 2768-1332
Ministério Público Estadual
(22) 2768-7057
Ong 3Hs
(22) 2768-6747
POSTOS DE COMBUSTÍVEIS
Posto Quissamã
(22) 2768-1140
Auto Posto Nossa senhora do Desterro
(22) 2768-6492
Pórtico turístico
(22) 2768-6768
Quissanet Centro
(22) 2768-1318
Rádio Quissamã FM 87,9
(22) 2768-1131
Rádio Ultra Quissama FM 91,5
(22) 2768-2192
Sebrae
(22) 2768-1005 ou 2768-1230
TRE/RJ – 255ª Zona Eleitoral (Carapebus/Quissamã)
(22) 2768-6888 ou 2768-1848
Terminal Rodoviário
(22) 2768-1050
FONTE : SITE DA PREFEITURA MUNICIPAL DE QUISSAMÃ
http://www.quissama.rj.gov.br
JORNAL O TURISTA - (www.oturista.net) - TODOS OS DIREITOS RESERVADOS
Todas os logotipos e marcas registradas aqui apresentadas são de propriedade de seus respectivos donos.