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De acordo com a definição técnica de turismo sexual, só podem ser enquadrados em tal atividade as pessoas que viajam  com o objetivo explícito de procura de sexo.    Como isso é uma coisa difícil de mensurar, visto que ninguém declara no seu desembarque que veio à nossa ou qualquer outra cidade em busca de sexo, o problema permanece como inexistente.

 

O turismo sexual tem, com frequência cada vez maior, vítimas menores de 18 anos.    Isso se deve sobretudo à facilidade dos intercâmbios na internet e o medo da AIDS pois os que procuram sexo preferem pessoas virgens para manter relações sexuais seguras.     O resultado disso é um exército de crianças que, além de sofrer abusos, está exposta a vários tipos de doenças.   

 

Ao contrário do que se acredita, a imensa maioria dos exploradores sexuais não são pedófilos nem apresentam patologias psiquiátricas relacionadas com a pederastia; são cidadãos normais, respeitáveis em sua comunidade de origem, com mulher e filhos, profissões 

qualificadas e um status sócio econômico médio ou alto.   

  

Consumidores habituais de viagens de turismo sexual, não se deslocam com a intenção de abusar de crianças, e sim buscar a  prostituição adulta.  Longe de seus países, porém, protegidos  por uma sensação de anonimato e superioridade sócio econômica, encontram uma oferta crescente de crianças para a 

exploração sexual.    

 

Existe, ao mesmo tempo, outro grupo de  exploradores que são pedófilos e buscam ativamente o contato  sexual com crianças. 

É um grupo relativamente pouco numeroso, mas muito ativo, que costuma aproveitar a exploração das vítimas também para gerar pornografia infantil  e trocam fotos entre si através da internet.     Não costumam ser clientes habituais de bordéis; conseguem as crianças diretamente nas ruas ou através de contatos com as máfias locais.     À diferença dos exploradores circunstanciais, viajam com grande assiduidade e até chegam

a se instalar no país de destino.

 

Organizações não governamentais (O.N.Gs.) que se dedicam  à proteção da criança e do adolescente denunciam que o Brasil é um dos principais países para onde se destinam, anualmente milhares de turistas sexuais.    Eles vêm em busca de sexo em troca de dólares e não se preocupam em manter relações sexuais com crianças.     Cidades do Nordeste, como Recife, Fortaleza e Natal, são as campeãs em receber turistas sexuais, sendo a grande maioria de estrangeiros.   

 

Segundo relatório sobre prostituição infantil produzido pela ONU, o Brasil ocupa o primeiro lugar nesta atividade na América Latina e o segundo no mundo.  

   

São mais de 500 mil meninos e meninas prostituídos país afora.

 

É imperiosa a necessidade de se mudar

esta triste realidade em nosso país !!!

 

 

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