


CONHEÇA UM POUCO DE
PRIMEIROS SOCORROS
FERIMENTOS
Lave com água e sabão, desinfete com água oxigenada. Se houver algum corpo estranho (caco de vidro, farpa, espinho, etc.) remova-o com a pinça, se puder fazê-lo com facilidade, se não, deixe esta tarefa para o médico. Depois da aplicação de água oxigenada, seque o ferimento com um pouco de algodão e aplique Mercúrio Cromo. Se o ferimento for pequeno cubra com um Band-Aid, se for maior coloque uma atadura de gaze esterilizada e prenda com esparadrapo. Quando o ferimento for um pouco profundo ou não muito pequeno pode se aplicar um pó cicatrizante após ter passado o Mercúrio Cromo, cobrindo então com a atadura.
AFOGAMENTO
Afogar-se
não é risco exclusivo dos que não sabem nadar. Muitas vezes até um bom nadador
se vê em apuros por algum problema imprevisto: uma cãibra, um mau jeito, uma
onda mais forte. Outras vezes a causa é mesmo a imprudência de quem se lança na
água sem saber nadar. E pode ocorrer, ainda, uma inundação ou enchente, daí
surgindo vítimas de afogamento. Existem dois tipos de materiais que servem para
auxiliar a retirar da água uma vítima de afogamento:
materiais nos quais a vítima pode agarrar-se para ser resgatada: cordas, pedaços
de pau, remo, etc.; . materiais que permitem que a vítima flutue até chegar o
salvamento: barcos, pranchas, bóias, etc.
Evidentemente ninguém irá atirar-se à água ao primeiro grito de socorro que
ouvir. Você deve proceder de modo exposto a seguir. Providencie uma corda,
barco, bóia ou outro material que possa chegar até a vítima. Caso não disponha
de nada disso, parta para outras alternativas. Se souber nadar bem, procure
prestar socorro adequadamente. Verifique a existência ou não de correnteza ou de
água agitadas. Certifique-se do estado da vítima: se está imóvel ou
debatendo-se. Mesmo os melhores nadadores encontrarão dificuldades em nadar
contra uma correntezas e águas agitadas e qual a melhor maneira de chegar até a
vítima. Uma vítima de afogamento pode estar desacordada quando o salvamento
chegar. Se não estiver inconsciente e desacordada, certamente estará em pânico e
terá grande dificuldades de raciocinar. Procure segurá-la por trás, de forma
qual a mesma não possa se agarrar a você e impedi-lo de nadar. Quando você
chegar à margem com a vítima, seu trabalho de salvamento ainda não terá
terminado. Caso o afogado esteja consciente e só tenha engolido um pouco de
água, basta confortá-lo e tranquilizá-lo. Se estiver sentindo frio, procure
aquecê-lo. Em qualquer circunstância, é aconselhável encaminhá-lo a Socorro
médico. Se a vítima, no entanto, estiver inconsciente, é muito provável que
apresente a pele arroxeada, fria e ausência de respiração e pulso. Nesses casos,
a reanimação tem de ser rápida e eficiente , e pode começar a ser feita enquanto
você estiver retirando a vítima da água. Vire-a e passe a aplicar-lhe a
respiração boca-a-boca. Se necessário, faça também massagem cardíaca. Assim que
a vítima estiver melhor e consciente, providencie sua remoção para um hospital.
É um acidente de asfixia, por imersão prolongada em um meio liquido com
inundação e enxarcamento alveolar. O termo asfixia, indica concomitância de um
baixo nível de oxigênio e um excesso de gás carbônico no organismo.
Classificação e sintomas do grau de afogamento:
Grau I ou Benigno:
É o chamado
afobado. É aquele que entra em pânico dentro d'água, ao menor indicio de se
afogar. Esse afogado, muitas das vezes, não chega a aspirar a água, apenas
apresenta-se: Nervoso, Cefaléia (dor de cabeça), Pulso rápido, Náuseas/vômitos,
Pálido , Respiração e Trêmulo
Primeiros Socorros: Muitas das vezes, o afogado é retirado da água, não
apresentando queixas. Neste caso, a única providência é registrá-lo e
orientá-lo. O Repouso e o Aquecimento.
Grau II ou Moderado:
Neste caso já são notadas sinais de agressão respiratória e por vez, repercussão
no Aparelho Cárdio Circulatório, mas consciência mantida, os sintomas são:
Ligeira Cianose, Secreção Nasal e Bucal com pouca espuma , Pulso Rápido,
Palidez, Náuseas/vômitos, Tremores, Cefaléia.
Primeiros Socorros: Repouso , Aquecimento, Oxigênio e observação no CRA.
Grau III ou Grave:
Neste caso o afogado apresenta os seguintes sintomas: Cianose, Ausento de
secreção Nasal e Bucal, Dificuldade Respiratória, Alteração Cardíaca, Edema
Agudo do Pulmão, Sofrimento do Sistema Nervoso Central.
Primeiros Socorros: Deitar a vítima em decúbito dorsal e em declive.
Aquecimento, Hiper - estender o pescoço, Limpar secreção Nasal e Bucal,
Providenciar remoção para CRA.
Grau IV ou
Gravíssimo:
A vítima apresenta-se em
parada Cárdio - Respiratória, tendo como sintomas: Ausência de Respiração,
Ausência de Pulso, Midríase Paralítica, Cianose, Palidez Primeiros Socorros:
Desobstrução das Vias Aéreas Superiores. Apoio Circulatório . Apoio
Respiratório. Providenciar remoção para CRA.
INSOLAÇÃO
Pode manifestar-se de diversas maneiras: subitamente, quando a pessoa cai desacordado, maneando a pulsação e a respiração; ou após o aparecimento de sintomas e sinais como tonturas, enjôos, dor de cabeça, pele seca e quente, rosto avermelhado, febre alta, pulso rápido, respiração difícil. Os sintomas e sinais de insolação nem sempre aparecem ao mesmo tempo. Normalmente podemos verificar apenas alguns. O importante então é que você saiba exatamente o que fazer no caso de uma pessoa passar muito tempo exposta ao sol e apresentar algum sinal de insolação. Enquanto você aguarda o socorro médico, procure colocar a vítima à sombra, fazer compressas frias sobre a sua cabeça e envolver seu corpo em toalhas molhadas. Isso é feito para baixar a temperatura. Em seguida deite a pessoa de costas, apoiando a cabeça e os ombros para que fiquem mais altos que resto do corpo. O ideal é que a temperatura desça lentamente, para que não ocorra o colapso, próprio de quedas bruscas de temperatura. Após ter prestado os primeiros socorros, deve se procura ajuda médica, com urgência.
QUEIMADURA POR FOGO
Quando a queimadura for causada por fogo e as roupas estiverem se incendiando, a primeira providência é, naturalmente, apagar o fogo. Dependendo do local do acidente e dos recursos disponíveis, de imediato pode-se usar um cobertor para sufocar as chamas ou rolar a vítima no chão. Se as queimaduras atingirem o tórax, abdômen ou costas, pode-se jogar água fria sobre as feridas, para aliviar as dores. Em seguida, remover a vítima para um hospital. Se a vítima estiver consciente, dê-lhe bastante líquido para beber: água, chá ou sucos. Anime-a e tranqüilize-a.
FRATURAS
Fratura é uma lesão em que ocorre a quebra de um osso do esqueleto. Há dois
tipos de fratura, a saber: a fratura interna e a fratura exposta.
Fratura interna ou fechada
- Ocorre quando não há rompimento da pele.
Suspeitamos de que há fratura quando a vítima apresenta: · Dor intensa; ·
Deformação do local afetado, comparado com a parte normal do corpo; ·
Incapacidade ou limitação de movimentos; · Edema (inchaço) no local; este
inchaço poderá ter cor arroxeada, quando ocorre rompimentos de vasos e acúmulo
sangue sob a pele (hematoma); · Crepitação, que provoca a sensação de atrito ao
se tocar no local afetado. A providência mais recomendável a tomar nos casos de
suspeita de fratura interna é proceder à imobilização, impedindo o deslocamento
dos ossos fraturados e evitando maiores danos. Como imobilizar · Não tente
colocar o osso "no lugar"; movimente-o o menos possível. Mantenha o membro na
posição mais natural possível, sem causar desconforto para a vítima. Improvise
talas com o material disponível no momento: uma revista grossa, madeira, galhos
de árvores, guarda-chuva, jornal grosso e dobrado. Acolchoar as talas com panos
ou quaisquer material macio, a fim de não ferir a pele. O comprimento das talas
deve ultrapassar as articulações acima ou abaixo do local da fratura e sustentar
o membro atingido; elas devem ser amaradas com tiras de pano em torno do membro
fraturado. Não amarrar no local da fratura. Toda vez que for imobilizar um
membro fraturado, deixe os dedos para fora, de modo a poder verificar se não
estão inchados, roxos ou adormecidos. Se estiverem roxos, inchados ou
adormecidos, as tiras deves ser afrouxadas. Em alguns casos, como no da fratura
do antebraço, por exemplo, deve-se utilizar um tipóia, dobre um lenço em
triângulo, envolvendo o antebraço, e prenda as pontas deste atrás do pescoço da
vítima. Observe atentamente a ilustração. Para imobilizar uma perna, você também
deve utilizar duas talas longas. Elas devem atingir sempre o joelho e o
tornozelo, de modo a impedir qualquer movimento destas articulações. Muitos
cuidados deve ser tomado em relação à vítima com perna fraturada. Não deixe que
ela tente andar. Se for necessário transportá-la, improvise uma maca e solicite
a ajuda de alguém para carregá-la.
NOS CASOS DE FRATURAS DE CLAVÍCULA, BRAÇO E OMOPLATA, BEM COMO LESÕES DAS ARTICULAÇÕES DE OMBRO E COTOVELO, DEVE-SE IMOBILIZAR O OSSO AFETADO COLOCANDO O BRAÇO DOBRADO NA FRENTE DO PEITO E SUSTENTANDO-O COM UMA ATADURA TRIANGULAR DOBRADA .
Fratura exposta ou aberta - A fratura é exposta ou aberta quando o osso perfura a pele. Nesse caso, proteja o ferimento com gaze ou pano limpo antes de imobilizar, a fim de evitar a penetração de poeira ou qualquer outras substância que favoreça uma infecção. Não tente colocar os ossos no lugar. Ao contrário, evite qualquer movimento da vítima. Procure atendimento médico imediato.
CHOQUE ELÉTRICO
Os choques elétricos podem acontecer com freqüência, mesmo porque vivemos cercados por máquinas, aparelhos e equipamentos elétricos. Em casos de alta voltagem, os choques podem ser fortes e causar queimaduras fortes ou até mesmo a morte. Os choques causados por correntes elétricas residenciais, apesar de apresentarem riscos menores, devem merecer atenção e cuidado. Em qualquer acidente com corrente elétrica, o tempo gasto para prestar socorro é fundamental. Qualquer demora poderá ocasionar sérios problemas. Muitas vezes a pessoa que leva um choque elétrico fica presa à corrente elétrica. Não toque na vítima sem antes desligar a corrente elétrica. Se o Socorrista tocar na pessoa, a corrente irá atingi-lo também. Por isso, é necessário tomar todo o cuidado. Antes de mais nada, o Socorrista deve desligar a chave geral, ou tirar os fusíveis ainda, desligar a tomada. Se por acaso não for possível tomar nenhuma dessas providências, há ainda alternativas: afastar a vítima do fio elétrico com um cabo de vassoura ou com uma vara de madeira, bem secos. Antes, porém, verifique se os seus pés estão secos e se você não está pisando em chão molhado. Para afastar a vítima, use algum material que não conduza corrente elétrica, como por exemplo, madeira seca, borracha, etc. Em seguida, inicie imediatamente o atendimento à vítima. Deite-a e verifique se ela está respirando, ou se precisa de respiração artificial e/ou massagens cardíacas. Se necessário, aja imediatamente. Observe se a língua não está bloqueando a passagem do ar. Logo após, verifique se a vítima sofreu alguma queimadura. Cuide das queimaduras, de acordo com o grau que elas tenham sido atingidas. Tendo prestado os primeiros socorros você deve providenciar a assistência médica. As correntes de alta tensão passam pelos cabos elétricos que vemos nas ruas e avenidas. Quando ocorre em fios de alta tensão, na rua, só a central elétrica pode desligá-los. Nestes casos, procure um telefone e chame a central elétrica, os bombeiros ou a polícia. Indique o local exato em que está ocorrendo o acidente. Procedendo desta maneira você poderá evitar novos acidentes. Enquanto a corrente não for desligada, mantenha-se afastado da vítima, a uma distância mínima de 4 metros. Não deixe que ninguém se aproxime ou tente ajudá-la. Somente após a corrente de alta tensão ter sido desligada você deverá socorrer a vítima.
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