


A NAVEGAÇÃO DO BAIXO PARAÍBA
NOS SÉCULOS XVIII E XIX


A Indústria naval é lembrada por campistas e sanjoanenses como uma fase de austeridade.
Os portos de Campos e São João da Barra, serviram, no passado para o escoamento da produção do Rio de Janeiro e Minas Gerais, cujas lavouras
desenvolviam-se com mão de obra escrava.
Os comércios abasteciam-se de pianos, sedas orientais e louças, e a grande movimentação de embarcações oriundas da Europa e África,
deram origem através dos necessários reparos
à Indústria Naval.
O "brique" REAL JOÃO veio à São João da Barra algumas vezes, para pegar açúcar e as madeiras
do Rei, isto em 1802.
Até 1908/1910, ainda se viam grandes balsas de tocos de madeira em fila, que desciam o rio dia e noite vindos do sertão de Campos.
Em São João da Barra foram construídas
as barcas da "Cantareira" (Duas barcas foram para a travessia Rio-Niterói) e a Companhia de Navegação tinha linhas regulares de São João da Barra -Hamburgo (Alemanha) e São João da Barra -Liverpool (Inglaterra).
Em Campos, o inglês Alexandre Davidson, construiu uma fundição e seguiu com a construção do navio "Goitacaz" que em 1852 fez sua primeira viagem à São João da Barra, gastando 03 horas de ida e 06 horas de volta; o inglês também construiu um porto. Bons tempos que não voltam mais...
André Luís Pinto
Ambientalista e Pesquisador
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