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A  PROSTITUIÇÃO QUE GERA US$ 16 BILHÕES

AO ANO NA AMÉRICA LATINA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O tráfico de mulheres para a prostituição gera lucros anuais de US$ 16 bilhões na América Latina, segundo cálculos da Organização Internacional de Migrações (OIM).   

 

Os lucros na região são quase a metade do que se calcula que esta atividade gera globalmente.

 

A prostituição feminina disputa o segundo lugar com o tráfico de armas como o negócio ilegal que movimenta mais dinheiro depois do narcotráfico.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lamenta-se que o tráfico de mulheres tenha a vantagem de que a logística e o investimento são muito menores que de outros negócios ilícitos e que ainda há uma conexão entre o narcotráfico e o tráfico de pessoas.

 

Várias vezes as vítimas da prostituição são recrutadas para traficar drogas.

 

Há uma rede muito bem organizada, com capacidade de recrutar e usar mulheres por todos lados para satisfazer as demandas do mercado; seria preciso fazer algo para perseguir os clientes.

 

Na Argentina há muita demanda por prostitutas devido a uma questão cultural, como em outras partes do mundo, particularmente na América Latina.

 

Não temos informações que nos indiquem um número grande de argentinas enviadas ao exterior.

 

Mas, por outro lado, há paraguaias e brasileiras que são vendidas fora de seus países.

     

A OIM para Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai afirma que um cafetão tem um lucro líquido de US$ 13 mil ao ano por cada mulher que explora. 

 

É um lucro muito grande, com um investimento muito baixo.  

    

É horrível usar termos como "vender" "cotar" ou "mercado" quando se fala de pessoas que são exploradas.

 

Na Argentina se paga entre 100 e 5.000 pesos (US$ 32,5 e US$ 1.623) dependendo da mulher, que pode gerar até 1.200 pesos (US$ 389) ao dia explorada sexualmente.

 

Segundo a OIM a província de Misiones, fronteira entre Brasil e Paraguai, é uma das principais áreas de exploração de mulheres argentinas, a maioria menores de idade.

 

Na província de Tucumán, no norte da Argentina, há famílias que se dedicam ao tráfico de mulheres como se fosse um negócio como uma pizzaria ou uma padaria, para a exploração em outras áreas ou a exportação.

 

Não temos nenhum elemento para dizer se há uma atuação sistemática da Polícia ou de autoridades para dar segurança aos cafetões, mas pode haver cumplicidade de indivíduos que por sua própria função pública, sejam policiais ou funcionários, tornam mais fácil o crime. 

 

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